A cidade lida em camadas. O que persiste por baixo da superfície visível — a memória, a sombra, o tempo.
A Torre de Obsidiana é o campo onde a anamnese se aplica ao espaço urbano. É um deep mapping do Porto espectral: a leitura da cidade em estratos sobrepostos, onde o Porto oitocentista, o Porto dos anos noventa e o Porto da memória familiar coexistem sob a superfície da cidade contemporânea.
A obsidiana — vidro vulcânico, pedra negra e espelhada — dá nome ao projecto: uma superfície escura que reflecte e simultaneamente contém profundidade.
Ao contrário dos outros campos, a Torre é antes de tudo um jardim digital em construção no Are.na. Cresce aos poucos, por acumulação associativa, sem forma final e sem horizonte de livro.
Onde a cidade contemporânea se oferece como produto, a Torre lê o que persiste por baixo.
Tese — o Porto espectral como avesso crítico da cidade turística.
Os Três Estratos — o Porto oitocentista, o Porto dos anos noventa e o Porto privado.
Método — deep mapping urbano, hauntologia, psicogeografia e auto-etnografia.
Jardim Digital — o coração do campo: o jardim no Are.na.
Artefactos — jardim digital e eventual ensaio sobre o Porto espectral.
Interligações — relações entre a Torre, Território, Linhagem e Sombras.
Bibliografia — hauntologia, Calvino, Soares de Passos, estética gótica.