O coração do campo: um jardim digital em construção no Are.na.
A Torre de Obsidiana é, antes de tudo, um jardim digital. Não aspira a tornar-se livro nem ensaio fechado — cresce por acumulação associativa, não cronológica, sem forma final.
No Are.na, imagens, referências, fragmentos e relações visuais reúnem-se em torno do Porto espectral. Cada bloco adicionado pode ligar-se a qualquer outro; o sentido emerge das relações, não de uma narrativa linear.
Esta forma é coerente com a natureza do campo: um Porto lido em camadas exige um meio que permita a sobreposição e a associação livre, em vez da sequência. O jardim digital é simultaneamente método e artefacto.
Estado: em crescimento contínuo.
O jardim inscreve-se na prática do digital garden e da Indie Web: estrutura autónoma, relacional e em desenvolvimento permanente, fora das lógicas das redes sociais.