A genealogia como arquivo da história.
Linhagem investiga uma linha familiar como via de acesso à história política, social e territorial da Península Ibérica. Não é um exercício genealógico de parentesco, mas uma leitura crítica: a árvore familiar como palimpsesto onde se inscrevem deslocações, mudanças de estatuto, conflitos políticos e transformações sociais.
O percurso estende-se do século VIII — com D. Pedro de Cantábria, dux associado às origens do reino das Astúrias — até Inácio Perestrelo, militar liberal morto por conspiração em 1829, antepassado da autora e figura central do campo.
Entre os documentos dispersos, as genealogias e as memórias fragmentárias, sobrevive também Helena Dulac — noiva de Inácio e ponto de convergência de três campos: figura da Galeria das Sombras, raiz da autora fictícia Lady DuLac, e protagonista do romance gótico A Casa do Lago.
O que a história oficial regista em poucas linhas, a linhagem conserva em fragmentos: uma petição, uma data de execução, um nome numa árvore.
Tese — a linhagem como palimpsesto da história da Península Ibérica.
Método — investigação documental, genealogia crítica e a articulação entre história e ficção.
D. Pedro de Cantábria — o ponto mais recuado da linhagem: dux das origens do reino das Astúrias.
Inácio Perestrelo — figura central: militar liberal morto por conspiração em 1829. Horizonte 2029.
Helena Dulac — figura de fronteira entre três campos: Linhagem, Sombras e Espelho.
Artefactos — monografia, romance, ensaio, árvore genealogica e arquivo familiar.
Interligações — relações entre Linhagem, Território, Sombras e Torre de Obsidiana.
Bibliografia — fontes históricas, arquivos e referências metodológicas.
Arquivo de campo — documentos, fotografias, notas genealogicas e materiais em processo.