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Investigação documental, genealogia crítica e marcação epistemológica.
O campo assenta no trabalho com fontes primárias. Entre os arquivos consultados encontram-se o DigitARQ (rede de arquivos distritais) e o Archeevo, que conservam documentos relativos a Inácio Perestrelo — incluindo uma petição de 1812 e uma entrada biográfica.
A árvore genealogica não é tratada como objecto de orgulho familiar, mas como hipótese a confrontar com fontes. Cada ligação é verificada; cada lacuna é assinalada. A genealogia torna-se um instrumento de leitura histórica, não de legitimação.
Aplicada com rigor particular neste campo, onde a fronteira entre documento, tradição familiar e ficção é mais ténue:
documentado — sustentado por fontes primárias identificáveis
provável — inferido de indícios sem confirmação
transmitido oralmente — tradição e memória familiar
ficcionalizado — reconstrução literária assumida (romance A Casa do Lago)
O campo trabalha em dois registos complementares: a monografia histórica (O Bravo Coronel Perestrelo), que se mantém no domínio do documentado e do provável; e o romance (A Casa do Lago), que preenche as lacunas do arquivo através da ficção explicitamente assinalada. Os dois não se confundem — dialogam.