As que escreveram e não publicaram. As que criaram sob o nome de outros. As que foram reduzidas a esposa, musa, personagem secundária, lenda ou nota de rodapé. E as que encontraram na fragmentação da identidade uma forma alternativa de existir.
Sombras é o campo mais amplo de Anamnese. Investiga o feminino em todas as suas dimensões: o que foi apagado, o que sobreviveu no símbolo e na psique, e o que encontrou forma alternativa de existir através da fragmentação autoral.
O campo organiza-se em quatro temáticas internas que dialogam entre si — o arquivo do apagamento, a psique e o símbolo, a heteronímia como resposta criativa, e a ficção gótica que devolve voz às figuras silenciadas.
Não é apenas um arquivo do que foi apagado. É também o lugar onde o apagado encontra forma de regressar.
Tese — uma fenomenologia do apagamento feminino e a sua reversão.
Método — arquivo especulativo, classificação emergente e marcação epistemológica.
As quatro temáticas internas:
Temática · Galeria das Sombras — arquivo de mulheres históricas, personagens literárias e deusas. 13 fichas.
Temática · Psique e Símbolo — a anima, a serpente ctónica, as deusas-asteróides, a tríade lunar.
Temática · Espelho — heteronímia e as três autoras fictícias.
Temática · Contos e Ficção — contos góticos e o romance Helena Dulac.
Referência:
Artefactos — fichas, ensaios, contos, romance, obras das autoras e atlas.
Interligações — relações entre Sombras, Território, Linhagem e Torre de Obsidiana.
Bibliografia — psicologia analítica, fabulação crítica, mitologia e gótico.
Arquivo de campo — figuras candidatas, notas, excertos e materiais em processo.