Anamnese designa o movimento contrário ao esquecimento: recuperar, reconhecer, devolver forma. Tornar visível aquilo que permanece, ainda que fragmentado ou deslocado.
O projecto parte desta operação e desloca-a da alma para o mundo: o que está esquecido não vive apenas dentro de nós, mas está inscrito na paisagem, nos arquivos, nas figuras secundárias da história, nas versões de nós que ficaram para trás.
A Anamnese segue um fio condutor simultaneamente geográfico, simbólico, arquetípico e autobiográfico:
| Campo | Tema central | Artefacto principal |
|---|---|---|
| Território | Paisagem atlântica e Ophiussa | Guias, ensaios, mapas |
| Linhagem | Genealogia e história familiar | Monografia, romance |
| Sombras | Apagamento feminino | Arquivo, ensaio, contos |
| Espelho | Identidade autoral e heteronímia | Obras das três autoras + ensaio |
| Arquétipos | Símbolo, psique e mitologia | Atlas, ensaios |
| Torre de Obsidiana | Deep mapping urbano do Porto | Jardim digital |
A arquitectura digital do projecto funciona como hub-and-spoke: