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O Conceito

Anamnese designa o movimento contrário ao esquecimento: recuperar, reconhecer, devolver forma. Tornar visível aquilo que permanece, ainda que fragmentado ou deslocado.

O projecto parte desta operação e desloca-a da alma para o mundo: o que está esquecido não vive apenas dentro de nós, mas está inscrito na paisagem, nos arquivos, nas figuras secundárias da história, nas versões de nós que ficaram para trás.

O Fio Condutor

A Anamnese segue um fio condutor simultaneamente geográfico, simbólico, arquetípico e autobiográfico:

  1. Começa no rio Lethes — o rio do esquecimento — onde nasceu Inácio Perestrelo, o herói-protagonista das narrativas de Linhagem
  2. Atravessa o território de Ophiussa (Terra das Serpentes), cuja mitogeografia permanece inscrita na paisagem
  3. A serpente, símbolo ctónico, torna-se Arquétipo num constelário de figuras femininas e deusas-asteróides
  4. Expande-se na Galeria das Sombras — o apagamento feminino
  5. O feminino tripartido atravessa o Espelho — reino da identidade literária fragmentada em autoras fictícias
  6. Termina numa Torre de Obsidiana — cidade invisível lida em camadas, onde a anamnese se aplica ao espaço urbano

Os Seis Camposy7uuuu876

Campo Tema central Artefacto principal
Território Paisagem atlântica e Ophiussa Guias, ensaios, mapas
Linhagem Genealogia e história familiar Monografia, romance
Sombras Apagamento feminino Arquivo, ensaio, contos
Espelho Identidade autoral e heteronímia Obras das três autoras + ensaio
Arquétipos Símbolo, psique e mitologia Atlas, ensaios
Torre de Obsidiana Deep mapping urbano do Porto Jardim digital

Sistema Hub-and-Spoke

A arquitectura digital do projecto funciona como hub-and-spoke: